Rir foi uma aposta ganha com Quim Roscas e Zeca Estacionâncio PDF Imprimir e-mail
19-Jul-2010


Por: Andreia Azevedo

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João Paulo Rodrigues e Pedro Alves protagonizaram um grande momento de humor, no passado dia 10 de Julho, na Quinta do Massaquil, em Santiago de Bougado. Provavelmente, estes nomes não são muito conhecidos entre o público. Mas, se falar em Quim Roscas e Zeca Estacionâncio, a ideia acaba por ser consensual: são os actores do TeleRural. Pela segunda vez, os dois humoristas actuaram na quinta, criando, desde logo, uma grande empatia e interacção com as pessoas que não perderam a oportunidade de conhecer os “rapazes das caras rosadas”.  


Apesar de paralelamente ter sido a noite de Santiago de Bougado na Expotrofa, o recinto estava composto por um público disposto a rir e a interagir com o Quim e o Zé. João Rodrigues, em entrevista ao Jornal da Trofa, em todos os seus espectáculos, pede um público que chegue com um espiríto aberto e divertido. «Nós queremos que as pessoas venham com vontade de se divertir e não com aquele pensamento de que ‘tens que me fazer rir'. Mas isso, à partida, está ganho porque eles já conhecem as nossas palhaçadas e chegam com esse mesmo espírito», referiu.
Aqueles que chegam a um espectáculo deste duo com a ideia de que sabem o que vai acontecer, estão enganados. O improviso é a chave que conduz as suas actuações. «Não sabemos o que vai acontecer, nunca é igual. Falamos sobre o que nos passar pela cabeça, falamos da realidade, das notícias, dramatizando umas histórias engraçadas, com música à mistura», explicou João Rodrigues.
Interagir com o público é um factor importante, mas sem atingir extremos porque os actores acabam por dispersar. Apesar da crise instalada, os portugueses querem sempre rir, o que para João e Pedro é uma mais valia. «Em termos de espectáculos de rua, em discotecas ou bares, há mais ou menos nove anos que fazemos sempre isto, nunca tivemos uma quebra. Os portugueses, apesar das dificuldades, querem sempre rir e nós tentamos fazer a nossa parte, sempre com um pouco de sátira à mistura», afirmou.

«O nosso humor nem sempre foi aceite»
Por ser caracterizado de brejeiro e popular, no início o humor de João Rodrigues e Pedro Alves não foi muito bem adoptado pelo público. Mas houve, então, um ponto de viragem. «Quando começamos a fazer televisão e criámos o Quim e o Zé, o público adoptou-nos. É já uma relação de família. Quando estávamos na Praça da Alegria éramos a loucura da terceira idade. Com o telerural conseguimos chegar a um público mais novo», relembrou João Rodrigues.

«O Telerural foi uma viragem na nossa carreira»
Com o tempo, a dupla foi aprendendo a gerir cada vez melhor os seus espectáculos e foram-se conhecendo melhor. Com a criação do Telerural, os actores cresceram enquanto humoristas e deixaram no passado a ideia do humor "brejeiro e popular". «Conseguimos passar um humor mais inteligente. Havia a primeira imagem de dois tipos de cara vermelha, mas depois surge a piada inteligente. Foi assim que conseguimos chegar a outras pessoas que não gostavam de nós», partilhou com o Jornal da Trofa João Rodrigues.

Quim e Zé desaparecem do ecrã
Para o futuro, novos desafios estão a surgir. Aproveitando uma pausa na televisão, João Rodrigues e Pedro Alves abraçaram novos projectos. O Quim Roscas e o Zeca Estacionâncio desaparecem do ecrã e dão lugar a centenas de personagens. «Vamos fazer uma coisa completamente surreal. Gostamos de marcar pelo impacto e de trazer polémica», adiantou João Rodrigues. O Quim e o Zé deixarão certamente saudades entre o público. Mas, João Rodrigues deixou a garantia de que o próximo projecto será bem melhor. Ficamos à espera.

 
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